sexta-feira, 20 de setembro de 2013

É CAPA? É COURO?

Testamos a capa que promete proteger, rejuvenescer e embelezar os bancos do seu carro, a um preço honesto e acessível


Banco de couro é item típico de carro "de bacana". Tudo bem que nos últimos anos a oferta cresceu. Mas ainda hoje custa caro ter os assentos cobertos com couro de verdade (natural). Em média, é preciso desembolsar cerca de R$ 1.400 pelo "luxo". Indo de um extremo a outro, (cá entre nós) sempre detestei capas. Sei que protegem, mas a maioria não tem muita preocupação estética. É o custo pelo benefício. Uma capa de tecido varia entre R$ 70 e R$ 100. Couro sintético também é acessível, mas nunca me encantou. Por isso, capas para bancos jamais me atraíram. Até que recebi um email com o seguinte título: "Meu produto merece ser testado".
A frase me chamou a atenção, e a mensagem mais ainda. Uma moça requisitava que testássemos uma capa de couro natural. Assinante da revista Autoesporte, Talita Nunes mandou até seu CPF copiado. Ela queria ser ouvida – e seria uma desfeita ignorá-la. Já eu estava curioso em conhecer o produto. Capa de couro de verdade? Fiquei reticente. Mas Talita me ligou para explicar. "Sempre falei que jamais instalaria capa de banco no meu carro. Achava aqueles modelos de tecido ou nylon esteticamente negativos e funcionalmente também, pois se derramasse algum líquido, iria passar pela proteção", disse. Então, Talita me apresentou sua capa, fabricada pela Car Fashion.
"Confeccionamos capas com couro reconstituído totalmente natural, sem qualquer derivado do petróleo. Compramos restos não aproveitados, desconstituímos (vira farelo de couro) e o reconstituímos sobre uma base têxtil, criando assim um tecido de couro de verdade", explicou. Segundo Talita, as características da capa são iguais às do couro natural, "especialmente a semipermeabilidade típica das peles, que absorve a transpiração e deixa nosso corpo respirar, o que não acontece no couro sintético". Depois da explicação, era justo testar o produto. Aliás, ele chegou em excelente hora: eu havia acabado de trazer meu "velho de guerra" do Rio de Janeiro.
Capa de Couro Reconstituído Car Fashion (Foto: Diogo de Oliveira)
Nem cara, nem barata
Alguns dias se passaram até que recebi a visita de Leonardo Neri, diretor da Car Fashion. Em suas mãos, Leo trazia uma embalagem plástica grande e transparente. Dava para ver que eram as capas, mas antes de abrir o pacote, conversamos por algum tempo. O executivo me contou como surgiu a empresa, falou dos momentos bons e ruins, da estratégia. "Nosso público alvo são proprietários de veículos populares, que normalmente não optam por bancos de couro devido ao preço, mas querem conforto e estilo sem desembolsar muito dinheiro". Até aqui, nem imaginava o preço. Eis que Leo contou: entre R$ 270 e R$ 300. "Uau! É mais que pensei", disse.
Então o empresário sacou a embalagem e a abriu. Assim que peguei uma das partes da capa nas mãos, fiquei surpreso. "Parece mesmo couro!", espantei-me. "É couro", reagiu Neri. "E olha o acabamento da costura, o formato... Depois que as instalamos, a sensação é de que o carro tem mesmo forração em couro ", completou. Enquanto eu tateava o material, Leonardo sacou um isqueiro do bolso, acendeu-o e pôs a chama em contato com a pele. "Você vê? Não é inflamável. Se fosse couro sintético, queimava na hora". Após a demonstração, ainda conversamos por um tempo. Leo me garantiu que a instalação era fácil. E resolvi fazê-la por conta própria.
Capa de Couro Reconstituído Car Fashion (Foto: Diogo de Oliveira)
Instalação simples, mas trabalhosa
Eu e Leo nos despedimos após quase duas horas de bate-papo. Fiquei com a embalagem e, diante da situação do meu Palio 2001, fui para casa animado. Os bancos estavam "detonados", especialmente o do motorista. Com mais de uma década de uso, o tecido rasgou bem na parte central do assento. Dona Lola, minha mãe, fez um remendo para dar sobrevida, mas a solução, esteticamente, foi um fracasso. Atrás, o banco também estava desgastado. A costura já havia cedido nas extremidades. Resumindo, fiquei ansioso para vê-los cobertos com a capa. Só não imaginei que a tarefa exigiria certa sabedoria técnica...
Os apoios de cabeça do Palio são fáceis de remover, mas os braços de suporte ficam fixados nos encostos dos bancos dianteiros. Após algumas tentativas, ligações e até pesquisas na internet, não consegui removê-los. Assim, para não danificar as capas, pedi ajuda ao dono delas. E para me mostrar que, apesar do trabalho, a instalação é simples, o próprio Leo fez questão de colocá-las em meu carro. O procedimento levou cerca uma hora. Exímio conhecedor do processo, Leo rapidamente me mostrou como remover os apoios de cabeça. "Tem uma travinha na parte interna dos bancos do Palio que dificulta a remoção deles. Mas em outros modelos é mais fácil", explicou.
Capa de Couro Reconstituído Car Fashion (Foto: Diogo de Oliveira)
Resultado surpreende
Assim que terminamos de instalar as capas – eu ajudei o Leo, claro! – o resultado estava explícito. "Olha... Que bela surpresa. Ficou muito bacana", sussurrei. O acabamento das capas (textura, costura e caimento) é, de fato, impressionante. Parece mesmo que os bancos saíram da fábrica cobertos com couro natural. Leo Neri ressaltou o lado "verde" do produto. "O couro descartado nos curtumes seria destinado ao meio ambiente, com consequências ruins, Nós o reaproveitamos por meio do processo de reconstituição. Ou seja, estamos falando de um produto sustentável", diz.
Atualmente, a Car Fashion (www.carfashion.com.br) produz um modelo universal, que se adapta à uma lista extensa de veículos. "Queríamos um nome que fizesse alusão à moda, para criar uma grife de capas. Em um futuro não tão distante, teremos cores mais vivas e descoladas", adianta Neri. "Nosso produto é competitivo porque custa pouco mais que capas de tecido e sintético, e cerca de 1/5 dos bancos em couro ", finaliza. Nosso veredicto: a capa de couro reconstituído da Car Fashion não só tem alto nível de qualidade, como mudou radicalmente o interior do carro, entregando conforto e requinte. É um raro produto em que o benefício supera o custo.
Capa de Couro Reconstituído Car Fashion (Foto: Diogo de Oliveira)

sexta-feira, 15 de março de 2013

Estacionamento de shopping

Shopping já é um lugar criado só para as pessoas gastarem. Quando alguém deixa seu veiculo no estacionamento do shopping, não tem a garantia de que se seus bens forem roubados do interior ou exterior do veículo, ou seu veículo seja danificado, ele seja reembolsado ou ressarcido de alguma maneira. Então a final de contas, qual o objetivo de se pagar o estacionamento?
Vai ter gente pra me dizer que com o dinheiro pago é custeado aqueles funcionários que de vez em nunca, passam olhando os carros ou até para manter limpo, ou sei lá.
A verdade é que o estacionamento é mais uma loja no shopping, quando deveria ser um benefício (gratuito) às pessoas que optaram por fazer suas compras, refeição ou lanche nesse aglomerado comercial. As lojas que funcionam no shopping pagam uma pequena fortuna para que possam exercer suas atividades, então de certa forma, o estacionamento já esta pago.
Esses dias fui ao Shopping Nova América com uma amiga, e saí de lá pagando nada mais nada menos que R$ 14,00 de estacionamento, eu poderia ter comprado uma pipoca a mais no cinema, feito + uma refeição ou comprado mais uma blusa.
Então gente é isso, deixem seus comentários, opiniões, vamos discutir. Lembrem-se sempre, mente vazia oficina do governo.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Abrindo...

O povo fala, o povo fala mesmo


Andam dizendo que eu meto a mão
Eu toco forte, eu furo o couro
Eu mando bala, eu meto a cara
Mas eu não fujo do combate
Que eu jogo duro, eu brigo feio, mando a lima
Sonho alto, quero muito e nada me sufoca
Mas nada disso me provoca
E comentam que eu corro muito, invento moda
Caio dentro e nada disso me entristece
É gente que não me conhece

O povo fala, o povo fala mesmo
 
O povo fala e fala mesmo e falam pelos cotovelos
Se eu bebo de madrugada me chamam de arruaceiro
Quando eu bato, quando eu brigo, me chamam de barraqueiro
Eu vou fazendo meu batuque, me chamam de batuqueiro
Fala, o povo fala mesmo
O povo fala, o povo fala mesmo
E se eu tô forte, tô na pilha, já me chamam de parceiro
Mas se eu tô numa cilada, não passo de maloqueiro
Se eu tô sempre numa esquina, viro logo macumbeiro
Quando eu mudo a levada, eu levo fama de funkeiro
Fala, o povo fala mesmo
O povo fala, o povo fala mesmo
Compensando a anatomia, o povo fala sem ter dó
São dois olhos, dois ouvidos, mas a boca é uma só
E fala, o povo fala mesmo
O povo fala, o povo fala mesmo